Friday, June 10, 2011
Dubai - First Days
Um mês exato que estou aqui, e como já disse antes, parece muito mais. Quando estava aí, trabalhando em um escritório, a rotina fazia com que a vida acontecece aos fins de semana, e o mês era contado a cada salário. Os dias passavam sem sentir. Aqui, nas ultimas 3 semanas sigo uma rotina de treinamentos, aprendendo muito e dormindo pouco. Conheci, sem exageros, uma centena de pessoas, e como pano de fundo pra tudo isso, um país inteiro a ser descoberto, com sua história e cultura. A adaptaçao é difícil, como tem que ser. Logo, minha rotina muda de novo, quando começar a voar. Dizem que se sente só. Só sei que me sinto melhor assim.
Sunday, April 13, 2008
Chase the Devil

Explicando um pouco melhor o post abaixo:
O bigodudo em questão é Jesse Hughes, frontman da extraordinária Eagles of Death Metal, uma das minhas bandas de predilição. Ele tem uma história muuuito interessante: aos 7 (número da transformação, pra quem se importa) mudou-se do "redneck state" South Carolina para a ensolarada e, bem, deserta, cidade de Palm Desert (aonde humildemente resido no momento).
A mudança é inspiração para a música "Sun Berdoo Bunburn", do primeiro albúm "Peace Love Death Metal".
Jesse era nerd, baixinho e caipira, condições ideais para a já excruciante high school americana se tornar um verdadeiro inferno. Sua fuga era a música: morando com a mãe e a avó, cresceu tendo Little Richards como ídolo.
Em um belo dia de sol (nunca chove por aqui), a costumeria humilhação de Jesse pelos "bullies" foi interrompida por um garoto alto, loiro e com senso de justiça: Josh Homme (vocalista do Queens of the Stone Age, caso você não saiba quem é o Rei do Rock atual).
Aproximaram-se pela paixão pela música, e tornaram-se melhores amigos desde então.
Jesse cresceu, cursou unversidade de jornalismo e escrevia sobre poítica para o jornal local.
Casou-se, teve uma filha, era feliz.
Eis que em mais um dia ensolarado (dá pra perceber que eu sinto falta da garoenta SP?), Jesse pega a mulher com outro na cama. E endoida. Tinha 27 anos (ok, numerologia de boteco: 2+7=9, morte, ou fim de um ciclo).
Jesse ainda mantinha contato com Josh (que mora em Palm Springs, 20 min daqui.), na época já deslanchando com o QOTSA. Os dois fumavam um baseado no banco de trás de uma van, enquanto outro amigo forçava-os a ouvir death metal. Fanfarrão como sempre, Homme comentou que a banda que ouviam não era death metal, e se fossem, seriam o "Eagles" do death metal. Jesse disse que esse era um ótimo nome para uma banda, no que Josh perguntou que tipo de música o Eagles of Death Metal tocaria. "I don't know. Let's try" foi a resposta.
Jesse volta a morar com a mãe, mal sai do quarto. Aprende a tocar guitarra e escreve músicas sem parar. Dança na frente do espelho, deixa cabelo e barba crescerem. Em entrevistas, Jesse disse queria se sentir sexy, e inspirado em seu ídolo Little Richards (apesar da notória homosexualidade deste), compôs um personagem e músicas com o intuito primordial do Rock'n'Roll: fazer as menininhas dançar.
Sua mãe, preocupada com a saúde mental do filho, liga para o amigo de infância, Josh Homme, e novamente o paladino da idade da pedra vem ao resgate. Jesse mostra-o as músicas, e Josh decide leva-lo a LA para gravar o que se tornaria o primeiro CD do EODM.
Hoje, o Eagles prepara-se para lançar seu terceiro album, tento feito turnês por todo os EUA, Europa e recentemente tocado no Clube Clash, em SP. Em entrevistas, Jesse frequentemente diz que está "living the dream", e uma das suas declarações que eu mais gosto é:
"Eu nunca pensei que estaria numa banda de rock, meu pai era roqueiro, mas eu sempre fui um nerd. Definitivamente é um exemplo de que o destino vai fazer de você o que for que seja, e tudo o que você fez até então é uma preparação para o que virá a fazer."
Friday, April 4, 2008
Friday, March 28, 2008
Amor Cão

Dani, sua cadelinha suja. Que saudades do tempo em que dormíamos na mesma cama.
Eu a te fazer carinho atrás da orelha, você confortável aos meus pés...
Saudades de chegar em casa depois de um duro dia de labuta, e saber que estava a me esperar à porta. Que ia me receber feliz, pulando de alegria, tentando me lamber a bochecha. Exigir atenção de qualquer maneira, e, balançando esse seu rabinho, tilintar contentemente suas quatro patinhas pelo piso frio da casa.
Eu te amo, sua cachorra!
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Analogia de fazer inveja a muito Nelson Rodrigues. Ahã.
Sunday, March 23, 2008
Espectroplasma (17/04/07)

Fotos. Músicas. Filmes. Lugares. Cheiros. Situações.
Em cada um desses, resquiços de alguém. Memórias do que já não é, de quem já não é.
As coisas não podem ser sempre as mesmas, mas repetições hão de ser inevitáveis.
Não é tão fácil fugir dos clichês, se expressar de maneira diferente. Assim sendo, será que dói falar as mesma coisas, só que pra uma pessoa diferente?
Ué, pra ela é novidade, então acho que pra mim não dói não. A música que me lembra de você, não é só sobre você, é sobre amor.
E agora eu amo outro, então me lembra dele. E vai me lembrar dos próximos também.
E não é TEU o teu rosto, TEUS os teus gostos. São os MEUS gostos. As músicas que você ouve, os lugares que você vai, as roupas que você usa, teu cabelo. E de tantos outros iguais a você.
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"-Ok. A shot of grief, anyone?"
Enquanto não tenho tempo de parar e palavrear o que tenha pensado ultimamente, continua a sessão velharia em prol de um blog com page down. Mas sabe que tem sido divertido?Nostalgia de volta.
Essse textículo fala sobre relacionamentos. Ou melhor, relacionamento, singular, ímpar. O meu.
Assim como o de todo mundo.
E, apesar de uma lucidez incomum da minha parte, há ressalvas. Hoje sei melhor.
Sei que pessoas são especiais, momentos fodas nunca mais vão voltar, e que ficamos menos românticos (no sentido literal) a cada minuto.
E que projetar qualquer alguém em alguém qualquer, no final não é justo para ninguém.
"-Make it a couple, boss. A couple."
Wednesday, March 19, 2008
Velharias
Living (Leaving)"Sometimes I think 'bout starting over. Just packin' all my shit (still ain't much anyway) and kissing my past goodbye. To leave this place, these faces, the systematic smile in every "how you doin". I recognize myslef in these dusty corners, these crowded streets, these lonely faces. I see myself in this broken mirror, and don't like what I see. If you don't feel like you belong , even at your very home, you're bound to be alone wherever you go. And it's more than an idea, it's a restless feeling that gives you the chills somewhere between your heart and your balls. It's an inner riot, the sensation of never really being there, the sensation of watching in fist person the life of somebody else, more than you, being in control, living your own. Could a different scenario be the answer? Another day, another way... I'm not sure. Would I find different looks at different people's faces? Would I see a different self reflected on those eyes?"
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Começando blog novo com textos velhos.
Transferindo-os para cá, passo a falsa idéia de blog estabelecido, bem sucedido, heterosexual e pai de família.
Esse é do meu fotolog (/leandrozer0), dia 04/03/2007, e fala sobre a eterna vontade de partir de onde quer que eu esteja. Também da hipocrisia do convívio social, e da minha constante sensação de estar vivendo no piloto-automático. Eu ainda não sabia que estaria voltando para os EUA tão logo, mas a vontade se demontrava gritante already.
Transferindo-os para cá, passo a falsa idéia de blog estabelecido, bem sucedido, heterosexual e pai de família.
Esse é do meu fotolog (/leandrozer0), dia 04/03/2007, e fala sobre a eterna vontade de partir de onde quer que eu esteja. Também da hipocrisia do convívio social, e da minha constante sensação de estar vivendo no piloto-automático. Eu ainda não sabia que estaria voltando para os EUA tão logo, mas a vontade se demontrava gritante already.
Eu o escrevi entre aspas, não sei por que, e um amigo perguntou quem seria o autor. Outra amiga disse imaginar o texto com uma narração tipo "Sin City", talvez associando com a foto. Achei bacana. De qualquer forma, humildemente considero-o meu melhor texto em inglês.
Aos que não entendem anglo-saxanês, o texto é um fluxo de pensamento, uma reflexão sobre as possibilidades de reinventar-se em outro ambiente.
Aos que não entendem anglo-saxanês, o texto é um fluxo de pensamento, uma reflexão sobre as possibilidades de reinventar-se em outro ambiente.
São perguntas um tanto pessimistas, quais respostas ainda não sei precisar.
O título eu acabei de parir. Tradução "Vivendo (Partindo)"
O título eu acabei de parir. Tradução "Vivendo (Partindo)"
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