Friday, March 28, 2008

Amor Cão


Dani, sua cadelinha suja. Que saudades do tempo em que dormíamos na mesma cama.

Eu a te fazer carinho atrás da orelha, você confortável aos meus pés...

Saudades de chegar em casa depois de um duro dia de labuta, e saber que estava a me esperar à porta. Que ia me receber feliz, pulando de alegria, tentando me lamber a bochecha. Exigir atenção de qualquer maneira, e, balançando esse seu rabinho, tilintar contentemente suas quatro patinhas pelo piso frio da casa.


Eu te amo, sua cachorra!
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Analogia de fazer inveja a muito Nelson Rodrigues. Ahã.

Sunday, March 23, 2008

Espectroplasma (17/04/07)


Fotos. Músicas. Filmes. Lugares. Cheiros. Situações.

Em cada um desses, resquiços de alguém. Memórias do que já não é, de quem já não é.

As coisas não podem ser sempre as mesmas, mas repetições hão de ser inevitáveis.
Não é tão fácil fugir dos clichês, se expressar de maneira diferente. Assim sendo, será que dói falar as mesma coisas, só que pra uma pessoa diferente?
Ué, pra ela é novidade, então acho que pra mim não dói não. A música que me lembra de você, não é só sobre você, é sobre amor.

E agora eu amo outro, então me lembra dele. E vai me lembrar dos próximos também.

E não é TEU o teu rosto, TEUS os teus gostos. São os MEUS gostos. As músicas que você ouve, os lugares que você vai, as roupas que você usa, teu cabelo. E de tantos outros iguais a você.


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"-Ok. A shot of grief, anyone?"

Enquanto não tenho tempo de parar e palavrear o que tenha pensado ultimamente, continua a sessão velharia em prol de um blog com page down. Mas sabe que tem sido divertido?Nostalgia de volta.

Essse textículo fala sobre relacionamentos. Ou melhor, relacionamento, singular, ímpar. O meu.
Assim como o de todo mundo.
E, apesar de uma lucidez incomum da minha parte, há ressalvas. Hoje sei melhor.

Sei que pessoas são especiais, momentos fodas nunca mais vão voltar, e que ficamos menos românticos (no sentido literal) a cada minuto.
E que projetar qualquer alguém em alguém qualquer, no final não é justo para ninguém.

"-Make it a couple, boss. A couple."

Wednesday, March 19, 2008

Velharias

Living (Leaving)

"Sometimes I think 'bout starting over. Just packin' all my shit (still ain't much anyway) and kissing my past goodbye. To leave this place, these faces, the systematic smile in every "how you doin". I recognize myslef in these dusty corners, these crowded streets, these lonely faces. I see myself in this broken mirror, and don't like what I see. If you don't feel like you belong , even at your very home, you're bound to be alone wherever you go. And it's more than an idea, it's a restless feeling that gives you the chills somewhere between your heart and your balls. It's an inner riot, the sensation of never really being there, the sensation of watching in fist person the life of somebody else, more than you, being in control, living your own. Could a different scenario be the answer? Another day, another way... I'm not sure. Would I find different looks at different people's faces? Would I see a different self reflected on those eyes?"
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Começando blog novo com textos velhos.
Transferindo-os para cá, passo a falsa idéia de blog estabelecido, bem sucedido, heterosexual e pai de família.

Esse é do meu fotolog (/leandrozer0), dia 04/03/2007, e fala sobre a eterna vontade de partir de onde quer que eu esteja. Também da hipocrisia do convívio social, e da minha constante sensação de estar vivendo no piloto-automático. Eu ainda não sabia que estaria voltando para os EUA tão logo, mas a vontade se demontrava gritante already.
Eu o escrevi entre aspas, não sei por que, e um amigo perguntou quem seria o autor. Outra amiga disse imaginar o texto com uma narração tipo "Sin City", talvez associando com a foto. Achei bacana. De qualquer forma, humildemente considero-o meu melhor texto em inglês.

Aos que não entendem anglo-saxanês, o texto é um fluxo de pensamento, uma reflexão sobre as possibilidades de reinventar-se em outro ambiente.
São perguntas um tanto pessimistas, quais respostas ainda não sei precisar.

O título eu acabei de parir. Tradução "Vivendo (Partindo)"